Menisco: Lesão e Tratamento

As lesões do menisco são muito comuns no joelho. Para um ortopedista entender a vascularização e o padrão da lesão é essencial para definir o melhor tratamento: conservador, sutura ou meniscectomia. Este guia traz informações claras sobre sintomas, cirurgias e fatores que influenciam o resultado.

1. O que é o menisco?

O menisco é uma estrutura de cartilagem em formato de “C” localizada dentro do joelho. Cada joelho possui dois:

  • Menisco medial (parte interna)
  • Menisco lateral (parte externa)

Ele funciona como um “amortecedor” entre o fêmur e a tíbia [13].

menisco joelho

2. Qual a função?

O menisco tem funções essenciais:

  • Absorver impacto
  • Distribuir a carga
  • Proteger a cartilagem
  • Ajudar na estabilidade do joelho

Ele transforma a carga em forças chamadas hoop stress, fundamentais para preservar a articulação [13].

3. Como machucamos?

As lesões podem ocorrer de duas formas:

🟢 Traumática

  • Esportes
  • Torção do joelho
  • Frequentemente associada ao LCA

🟡 Degenerativa

  • Desgaste com o tempo
  • Pode ocorrer sem trauma

👉 Muito comum após os 40 anos [11].

menisco entenda sobre o joelho

4. Quais os sintomas?

  • Dor no joelho
  • Inchaço
  • Estalos
  • Sensação de travamento
  • Dificuldade para dobrar ou esticar

5. Como é feito o diagnóstico?

  • Avaliação clínica
  • Ressonância magnética
  • Em alguns casos, artroscopia

👉 A ressonância também permite avaliar extrusão do menisco, que piora o prognóstico [16].

6. Por que temos que operar?

A cirurgia é indicada quando:

  • Há dor persistente
  • Existe travamento do joelho
  • Falha do tratamento conservador
  • Lesões traumáticas importantes
  • Lesões da raiz do menisco

👉 Lesões da raiz são graves e podem levar à artrose precoce [1,19].

7. Pode ter outras lesões associadas?

Sim. As mais comuns são:

  • Lesão do ligamento cruzado anterior (LCA)
  • Lesões da cartilagem
  • Instabilidade do joelho

👉 O menisco lateral, por exemplo, contribui para a estabilidade rotacional [15].

8. Por que ele não cicatriza sozinho?

O menisco tem pouca circulação sanguínea, principalmente na região central.

🩸 Zonas do menisco:

  • 🔴 Zona vermelha → boa circulação → cicatriza melhor
  • 🟠 Zona vermelho-branca → cicatrização intermediária
  • ⚪ Zona branca → sem circulação → não cicatriza

👉 Por isso, nem toda lesão pode ser suturada [24].

9. Quais são os tipos de cirurgia?

🔧 Reparo (sutura do menisco)

  • Preserva o menisco
  • Melhor resultado a longo prazo

👉 Preferencial sempre que possível [12,17]

✂️ Meniscectomia (remoção parcial)

  • Quando não é possível reparar
  • Alívio rápido, mas maior risco de desgaste [3,5]

🔁 Transplante meniscal

  • Casos selecionados
  • Pacientes jovens sem menisco [17]

10. Quais fatores influenciam no resultado?

  • Idade
  • Tipo da lesão
  • Local da lesão (vascularização)
  • Tempo até o tratamento
  • Técnica cirúrgica
  • Tabagismo (piora cicatrização) [22]

11. Como é a reabilitação?

Depende da cirurgia:

  • Meniscectomia → recuperação rápida
  • Reparo → mais lenta e protegida
  • Transplante → mais demorada

👉 A reabilitação é essencial para o sucesso do tratamento [20].

🧠 MENSAGEM FINAL

👉 Nem toda lesão do menisco precisa operar — e nem toda pode ser suturada. O tratamento correto depende do tipo de lesão e da circulação do menisco.

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🇺🇸 English Version


🦵 MENISCUS: UNDERSTANDING YOUR INJURY AND TREATMENT

1. What is the meniscus?

The meniscus is a C-shaped cartilage located inside the knee. Each knee has two:

  • Medial meniscus (inner side)
  • Lateral meniscus (outer side)

It acts as a shock absorber, protecting the joint and helping distribute load [13].

2. What is its function?

The meniscus plays a key role in knee health:

  • Absorbs impact
  • Distributes load
  • Protects cartilage
  • Contributes to joint stability

It converts compressive forces into “hoop stress,” which is essential for long-term joint preservation [13].

3. How does a meniscus injury occur?

Meniscus injuries can happen in two main ways:

🟢 Traumatic

  • Sports injuries
  • Twisting movements
  • Often associated with ACL injuries

🟡 Degenerative

  • Age-related wear
  • Can occur without trauma

👉 Very common after age 40 [11].

4. What are the symptoms?

  • Knee pain
  • Swelling
  • Clicking or popping
  • Locking sensation
  • Difficulty bending or straightening the knee

5. How is it diagnosed?

  • Clinical examination
  • MRI (main test)

👉 MRI also helps evaluate meniscus extrusion, which affects prognosis [16].

6. Why is surgery sometimes necessary?

Surgery may be recommended when:

  • Symptoms persist
  • The knee locks
  • Conservative treatment fails
  • There is a traumatic tear
  • There is a root tear

👉 Root tears are serious and can lead to early arthritis [1,19].

7. Can there be associated injuries?

Yes. Common associated injuries include:

  • ACL tears
  • Cartilage damage
  • Knee instability

👉 The lateral meniscus also plays a role in rotational stability [15].

8. Why doesn’t the meniscus heal on its own?

The meniscus has limited blood supply, especially in its inner portion.

🩸 Meniscus zones:

  • 🔴 Red-red zone → good blood supply → better healing
  • 🟠 Red-white zone → partial blood supply
  • ⚪ White-white zone → no blood supply → poor healing

👉 That’s why not all tears can be repaired [24].

9. What are the types of surgery?

🔧 Meniscus repair (suturing)

  • Preserves the meniscus
  • Better long-term outcomes

👉 Preferred whenever possible [12,17]

✂️ Partial meniscectomy

  • Removal of damaged portion
  • Faster recovery
  • Higher risk of arthritis long-term [3,5]

🔁 Meniscus transplantation

  • Selected cases
  • Usually younger patients
  • Restores meniscus function [17]

10. What factors influence surgical success?

  • Age
  • Type of tear
  • Location (blood supply)
  • Time from injury
  • Surgical technique
  • Smoking (impairs healing) [22]

11. What is rehabilitation like?

Recovery depends on the procedure:

  • Meniscectomy → faster recovery
  • Repair → slower, more protective
  • Transplant → longer recovery

👉 Rehabilitation must be individualized [20].

🧠 FINAL MESSAGE

👉 Not every meniscus tear requires surgery — and not every tear can be repaired. Treatment depends on the type of tear and its blood supply.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

  1. Chung KS, Ha JK, Kim JG. Pullout fixation of posterior medial meniscus root tears: Correlation between meniscus extrusion and midterm clinical results. Am J Sports Med. 2017;45(1):42-49. doi:10.1177/0363546516662445
  2. Mesiha M, Zurakowski D, Murray MM. Pathologic characteristics of the torn human meniscus. Am J Sports Med. 2007;35(1):103-112. doi:10.1177/0363546506293700
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  4. LaMont L, Ellis H, Wilson P. The inverted discoid meniscus segment: Clinical, radiographic, and arthroscopic description of a hidden tear pattern. Am J Sports Med. 2016;44(6):1439-1445. doi:10.1177/0363546516632331
  5. Abrams GD, Frank RM, Gupta AK, Harris JD, McCormick FM, Cole BJ. Trends in meniscus repair and meniscectomy in the United States, 2005-2011. Am J Sports Med. 2013;41(10):2333-2339. doi:10.1177/0363546513495641
  6. Wyatt RWB, Inacio MCS, Liddle KD, et al. Factors associated with meniscus repair in patients undergoing anterior cruciate ligament reconstruction. Am J Sports Med. 2013;41(12):2766-2772. doi:10.1177/0363546513503287
  7. McAleese T, Welch N, Devitt BM, et al. Reoperation rates for medial, lateral, and bicompartmental meniscal tears managed during primary anterior cruciate ligament reconstruction. Am J Sports Med. 2025;54(3). doi:10.1177/03635465251412741
  8. MARS Group, Fox JA, et al. Meniscal repair in the setting of revision anterior cruciate ligament reconstruction: 6-year follow-up results from the MARS cohort. Am J Sports Med. 2025;53(14). doi:10.1177/03635465251387333
  9. Tollefson LV, Kajabi AW, LaPrade RF, et al. Medial meniscal extrusion increased on 6-month MRI despite successful posterior root repair with or without centralization: A randomized controlled trial. Am J Sports Med. 2025;53(12). doi:10.1177/03635465251366443
  10. Moran J, Amaral JZ, McKay SD, et al. Articular cartilage injuries in pediatric and adolescent patients undergoing medial meniscal ramp lesion repair during primary anterior cruciate ligament reconstruction: A multicenter study. Am J Sports Med. 2025;53(12). doi:10.1177/03635465251366440
  11. Beaufils P, Becker R, Kopf S, Englund M, Verdonk R, Ollivier M, Seil R. Surgical management of degenerative meniscus lesions: The 2016 ESSKA meniscus consensus. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2017;25(2):335-346. doi:10.1007/s00167-016-4407-4
  12. Kopf S, Beaufils P, Hirschmann MT, et al. Management of traumatic meniscus tears: The 2019 ESSKA meniscus consensus. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2020;28(4):1177-1194. doi:10.1007/s00167-020-05847-3
  13. Nazzal EM, Hughes JD, Runer A, et al. Managing the meniscus part I—Anatomy, biomechanics, and treatment strategies for the atraumatic meniscus tear. Knee Surg Relat Res. 2026. doi:10.1002/ksa.7029
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  15. Minami T, Muneta T, Sekiya I, et al. Lateral meniscus posterior root tear contributes to anterolateral rotational instability and meniscus extrusion in ACL-injured patients. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2017;25(2):354-361. doi:10.1007/s00167-017-4569-8
  16. Familiari F, Chahla J, Compagnoni R, DePhillipo NN, Moatshe G, LaPrade RF, MenIN Study Group. Meniscal extrusion consensus statement: A collaborative survey within the Meniscus International Network. Knee Surg Relat Res. 2024. doi:10.1002/ksa.12183
  17. Runer A, Kolevar MP, Nazzal EM, et al. Managing the meniscus Part 2: Traumatic tear patterns, biologic augmentation, transplantation, innovation and future research. Knee Surg Relat Res. 2026. doi:10.1002/ksa.70314
  18. Rao SK, Rao PS. Clinical, radiologic and arthroscopic assessment and treatment of bilateral discoid lateral meniscus. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2007;15(4):393-399. doi:10.1007/s00167-006-0262-z
  19. Śmigielski R, Becker R, Zdanowicz U, Ciszek B. Medial meniscus anatomy—from basic science to treatment. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2015;23(1):8-14. doi:10.1007/s00167-014-3476-5
  20. Pujol N, Giordano AO, Wong SE, Beaufils P, Monllau JC, Arhos EK, Becker R, Della Villa F, Goodloe JB, et al. The formal EU-US Meniscus Rehabilitation 2024 Consensus: Rehabilitation after meniscus surgery. Knee Surg Relat Res. 2025. doi:10.1002/ksa.12674
  21. Marinescu R, Laptoiu D, Negrusoiu M. Outside-in meniscus suture technique: 5 years’ follow-up. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2003;11(2):109-113. doi:10.1007/s00167-003-0347-x
  22. Blackwell R, Schmitt LC, Flanigan DC, Magnussen RA. Smoking increases the risk of early meniscus repair failure. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2016;24(5):1540-1543. doi:10.1007/s00167-016-4002-8
  23. Lai WC, Mange TR, Karasavvidis T, Lee YP, Wang D. Low early complication rates after arthroscopic meniscus repair and meniscectomy. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2023. doi:10.1007/s00167-023-07507-8
  24. van Schie P, van der Lelij TJN, Gerritsen M, Meijer RPJ, van Arkel ERA, Fiocco M, Swen JWA, Vahrmeijer AL, Hazelbag HM, et al. Intra-operative assessment of the vascularisation of a cross section of the meniscus using near-infrared fluorescence imaging. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2021. doi:10.1007/s00167-021-06690-w

Prótese de Joelho: Pós Operatório

Orientações ao paciente

A cirurgia de prótese de joelho é um procedimento seguro e eficaz para aliviar a dor e melhorar a função. A recuperação completa pode levar alguns meses e depende diretamente dos cuidados no pós-operatório.

ALTA HOSPITALAR

• A alta geralmente ocorre a partir de 48 horas após a cirurgia, conforme sua evolução

• Você deve estar:

o Com dor controlada

o Consequindo caminhar com auxílio

o Em condições seguras para ir para casa

CAMINHADA E APOIO

• Nas primeiras semanas, caminhar apenas com andador

• Não utilizar bengala neste período inicial

• Caminhe pequenas distâncias várias vezes ao dia

Objetivos:

• Melhorar a circulação
• Evitar trombose
• Ajudar na recuperação funcional

FISIOTERAPIA

• Deve ser iniciada precocemente
• Essencial para o sucesso da cirurgia

Objetivos:

• Recuperar o movimento do joelho
• Ganhar força muscular
• Reduzir o inchaço

CURATIVO E FERIDA CIRÚRGICA

• Curativos realizados semanalmente na clínica
• Retirada dos pontos com cerca de 3 semanas

Cuidados importantes:

• Não molhar o curativo durante o banho
• Manter limpo e seco

MEIA ELÁSTICA E PREVENÇÃO DE TROMBOSE

• Utilizar meia elástica 7/8 até a retirada dos pontos

• Manter o uso de anticoagulante em casa conforme orientação médica

RECUPERACÃO EM CASA

• Levante e caminhe várias vezes ao dia
• Evite ficar longos períodos parado
• Mantenha a perna elevada para reduzir o inchaço

Importante:

• Não utilizar travesseiro embaixo do joelho — Isso prejudica o ganho de extensão do joelho

ATIVIDADES

• Dirigir: em torno de 6 semanas, com liberação médica

• Retorno ao trabalho: geralmente entre 6 e 12 semanas, dependendo da atividade

O QUE EVITAR

• Não usar bengala nas primeiras semanas
• Não cruzar as pernas
• Não ajoelhar
• Não carregar peso
• Não ficar muito tempo em pé parado
• Não molhar o curativo
• Não usar travesseiro sob o joelho

SINAIS DE ALERTA

Procure atendimento imediatamente se apresentar:

• Falta de ar ou dor no peito
• Dor ou inchaço na panturrilha
• Febre
• Vermelhidão ou secreção na ferida

EXPECTATIVA DE RECUPERAÇÃO

• Primeiras semanas: redução da dor e início da mobilidade
• 6 semanas: melhora funcional importante
• 3 meses: retorno progressivo às atividades
• 6 a 12 meses: recuperação completa

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LCA: Ligamento Cruzado Anterior – Pós-Operatório

Baseado em Evidência Científica Moderna (SANTI Group)

A reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) é um procedimento eficaz para restaurar a estabilidade do joelho. O sucesso do tratamento depende diretamente de uma recuperação bem conduzida, principalmente nas primeiras semanas após a cirurgia.

🧠 Entendendo a recuperação

Após a lesão e a cirurgia, pode ocorrer a 👉 Arthrogenic Muscle Inhibition

Isso significa que o músculo da coxa (quadríceps) pode ter dificuldade de ativação, não apenas por fraqueza, mas por um mecanismo de proteção do próprio joelho.

📌 Por isso:

  • É fundamental ativar o músculo desde o início
  • Controlar o inchaço
  • Recuperar o movimento completo

🎯 Objetivos nas primeiras semanas

  • Reduzir o inchaço (edema)
  • Recuperar a extensão completa do joelho
  • Ativar o quadríceps

🏥 Alta hospitalar

A alta normalmente ocorre no mesmo dia da cirurgia.

Você deve estar:

  • Com dor controlada
  • Caminhando com o auxílio de muletas
  • Em condições seguras para ir para casa

🚶‍♂️ Caminhada e apoio

  • Uso de muletas por aproximadamente 14 dias

📌 No dia da cirurgia:

  • Apoio parcial apenas quando estiver parado

📌 A partir do dia seguinte:

  • Início da caminhada com muletas
  • Carga liberada conforme tolerância

🧘‍♂️ Fisioterapia

  • Início no dia seguinte à cirurgia

Objetivos:

  • Recuperar a extensão completa do joelho
  • Ganhar flexão progressiva
  • Ativar e reeducar o quadríceps
  • Reduzir dor e inchaço

⚠️ Em casos com lesões associadas (menisco, cartilagem ou outros ligamentos):

  • Pode haver limitação da flexão até 100°
  • Duração média de até 45 dias

🧠 Controle neuromuscular

A recuperação não é apenas ganhar força.

👉 É importante aprender a ativar corretamente o músculo.

Em alguns casos, podem ser utilizados:

  • Treinamento neuromuscular
  • Biofeedback muscular

🦿 Lesões multiligamentares

Se houver lesão de mais de um ligamento:

  • Uso de brace (imobilizador)
  • Caminhada permitida com o brace

Objetivos:

  • Controle do inchaço
  • Ativação do quadríceps
  • Recuperação progressiva do movimento

📌 Flexão:

  • Limitar até 90°

📌 Tempo:

  • Uso do brace por cerca de 45 dias

🩹 Curativo e banho

  • Curativo com clorexidina 4% e gaze
  • Realizar 3 vezes por semana
  • Manter sempre seco

🚿 Banho:

  • Preferencialmente sentado
  • Proteger o joelho com plástico
  • Cuidado para não escorregar

🧦 Prevenção de trombose

  • Uso de meia elástica 3/4
  • Uso de anticoagulante conforme orientação médica

🏠 Recuperação em casa

❄️ Gelo:

  • Aplicar a cada 2 horas por 15 minutos

🦶 Exercícios:

  • Movimentar os pés
  • Contrair a panturrilha
  • Contrair a coxa com o joelho esticado

⚠️ Importante:

  • Fazer os exercícios com atenção
  • Não colocar travesseiro embaixo do joelho

🚗 Atividades

  • Dirigir: após cerca de 14 dias, se estiver com boa mobilidade

⚠️ Em casos com procedimentos associados:

  • Aguardar liberação médica

Retorno ao trabalho:

  • Leve: 2 a 4 semanas
  • Físico: a partir de 3 meses

Esportes:

  • Corrida: 3 a 4 meses
  • Esportes com mudança de direção (pivô): a partir de 9 meses

❌ O que evitar

  • Não retornar ao esporte sem liberação médica
  • Não retirar as muletas antes do tempo
  • Não ultrapassar os limites da fisioterapia

⚠️ Importante:

  • Não tente voltar ao esporte por conta própria

➡️ Existe risco de nova lesão

⚠️ Sinais de alerta

Procure atendimento se apresentar:

  • Falta de ar
  • Dor ou inchaço na panturrilha
  • Febre
  • Vermelhidão ou secreção na ferida

📌 Atenção:

Dor de cabeça que piora ao levantar e melhora ao deitar pode ocorrer após anestesia

➡️ Entrar em contato com a equipe médica

🏆 Mensagem final

Após a cirurgia, o músculo não está apenas fraco — ele pode estar inibido.

👉 Por isso, ativar corretamente o quadríceps desde o início é fundamental para uma boa recuperação.

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📚 Referências bibliográficas

  1. Sonnery-Cottet B, Saithna A, Quelard B, et al. Arthrogenic muscle inhibition after ACL reconstruction: a scoping review. Br J Sports Med.
  2. Sonnery-Cottet B, Hopper GP, Gousopoulos L, et al. Incidence and risk factors for AMI in acute ACL injuries. Am J Sports Med. 2024.
  3. Dos Anjos T, Gabriel F, Vieira TD, et al. Neuromotor treatment of AMI.
  4. Richaud T, Lacaze K, Fassio A, et al. Biofeedback with EMG in AMI.
  5. Sonnery-Cottet B, Barrera Uso M, et al. AMI in early postoperative period after ACL reconstruction.
  6. Le Guen A, Bérard E, Ben-Roummane H, et al. Clinical SANTI classification of AMI.

LCA: Ligamento Cruzado Anterior

Guia Completo para Pacientes

1. O que é o LCA e qual a sua função?

O Ligamento Cruzado Anterior (LCA) é uma das principais estruturas do joelho, responsável por controlar a estabilidade, especialmente nos movimentos de rotação e mudança de direção.

Ele impede que a tíbia deslize para frente em relação ao fêmur e é essencial para atividades esportivas (Chambat et al, Int Orthop, 2013).

2. Como ocorre a lesão do LCA?

A lesão do LCA geralmente ocorre sem contato direto, em situações como:

  • Mudança brusca de direção
  • Giro com o pé fixo no chão
  • Aterrissagem após salto
  • Trauma direto (menos comum)

Esses mecanismos geram uma sobrecarga rotacional que pode levar à ruptura do ligamento (Chambat et al, Int Orthop, 2013).

lca - Ligamento Cruzado Anterior

3. Quais são os sintomas?

Os principais sintomas incluem:

  • Estalo no momento da lesão
  • Inchaço rápido
  • Sensação de instabilidade (“falseio”)
  • Dor ao apoiar
  • Dificuldade para retornar à atividade

Além disso, pode ocorrer inibição muscular precoce do quadríceps após a lesão (Sonnery-Cottet et al, Am J Sports Med, 2024).

4. Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito através de:

  • História clínica
  • Exame físico (Lachman, Pivot Shift)
  • Ressonância magnética

Além disso, podemos utilizar aparelhos específicos como o rolimeter, que mede objetivamente a frouxidão anterior do joelho, auxiliando na confirmação do diagnóstico e no acompanhamento da evolução.

5. Quais são as opções de tratamento?

Estiramento do LCA

  • O ligamento sofre uma distensão
  • Tratamento conservador com fisioterapia

Lesão parcial

  • Apenas parte do ligamento está rompida
  • Evolução variável (Pujol et al, Orthop Traumatol Surg Res, 2012)
  • Em alguns pacientes, pode ser indicada cirurgia com preservação do remanescente do LCA, mantendo parte do ligamento original (Sonnery-Cottet et al, Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc, 2010)

Lesão completa

  • Ruptura total do ligamento
  • Em pacientes ativos, geralmente indicada cirurgia

O reparo primário também pode ser considerado em casos selecionados, principalmente em lesões proximais (Zhang et al, Burns Trauma, 2025).

6. Como é a cirurgia do LCA?

A cirurgia consiste na reconstrução do ligamento utilizando enxertos do próprio paciente, como:

  • Tendões flexores (semitendíneo e grácil)
  • Tendão patelar
  • Tendão do quadríceps (reto femoral)

Em casos específicos, pode ser realizado o reparo do ligamento ao invés da reconstrução (Ferreira et al, Am J Sports Med, 2022).

7. Como foi a evolução das técnicas?

A cirurgia do LCA evoluiu significativamente nas últimas décadas.

Hoje buscamos:

  • Reconstrução anatômica
  • Preservação do tecido ligamentar
  • Melhor controle da rotação do joelho

Essas mudanças foram fundamentais para melhorar os resultados clínicos (Chambat et al, Int Orthop, 2013).

8. Por que associar procedimentos extra-articulares (Anterolateral / Lemaire)?

A reconstrução isolada do LCA nem sempre controla completamente a instabilidade rotacional do joelho.

Por isso, em alguns casos, associamos procedimentos extra-articulares como:

  • Reconstrução do ligamento anterolateral (ALL)
  • Tenodese extra-articular tipo Lemaire

Essas estruturas ajudam a controlar melhor a rotação do joelho, especialmente em pacientes jovens e ativos.

Diferença prática entre as técnicas

Reconstrução isolada do LCA:

  • ✔ Boa estabilidade anterior
  • ❗ Pode persistir instabilidade rotacional
  • ❗ Maior risco de falha em pacientes jovens e esportistas

Reconstrução combinada (LCA + anterolateral):

  • ✔ Melhor controle rotacional
  • ✔ Maior proteção do enxerto
  • ✔ Menor risco de nova ruptura

O que mostram os estudos mais recentes?

  • A taxa de falha foi de aproximadamente 10% na reconstrução isolada do LCA
  • Comparado com cerca de 4,2% quando associada à reconstrução anterolateral

Ou seja, uma redução significativa do risco de nova ruptura, especialmente em pacientes jovens e ativos (Sonnery-Cottet et al, Lancet Reg Health Eur, 2026).

👉 Em termos práticos:
A associação do procedimento extra-articular pode reduzir quase pela metade o risco de falha da cirurgia em pacientes selecionados.

9. Como é o pós-operatório?

O sucesso da cirurgia depende diretamente da reabilitação.

O pós-operatório inclui:

  • Controle da dor e do inchaço
  • Recuperação da mobilidade
  • Fortalecimento muscular
  • Treino funcional progressivo

É fundamental evitar operar o joelho rígido, pois isso aumenta o risco de perda de movimento (Quelard et al, Am J Sports Med, 2010).

10. Como é o retorno às atividades?

Dirigir:

  • Após cerca de 14 dias, se estiver com boa mobilidade

⚠️ Em casos com procedimentos associados:

  • Aguardar liberação médica

Retorno ao trabalho:

  • Leve: 2 a 4 semanas
  • Físico: a partir de 3 meses

Esportes:

  • Corrida: 3 a 4 meses
  • Esportes com mudança de direção (pivô): a partir de 9 meses

Além do tempo, fatores como força muscular, controle neuromuscular e confiança são determinantes (Gillet et al, Am J Sports Med, 2026).

Conclusão

A lesão do LCA é uma condição frequente, especialmente em pacientes ativos, mas hoje contamos com abordagens modernas e individualizadas.

  • O tratamento deve ser personalizado
  • Técnicas cirúrgicas evoluíram significativamente
  • A reabilitação é parte fundamental do sucesso

Com avaliação adequada, é possível retornar com segurança às atividades e ao esporte.

Referências

  1. Chambat P, Guier C, Sonnery-Cottet B, Fayard JM, Thaunat M. The evolution of ACL reconstruction over the last fifty years. Int Orthop. 2013.
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  3. Pujol N, et al. Natural history of partial anterior cruciate ligament tears. Orthop Traumatol Surg Res. 2012.
  4. Zhang S, et al. Primary repair of proximal anterior cruciate ligament injury: a global expert consensus statement. Burns Trauma. 2025.
  5. Ferreira A, et al. ACL repair versus reconstruction: clinical outcomes. Am J Sports Med. 2022.
  6. Saithna A, et al. Combined ACL and anterolateral ligament reconstruction. J Knee Surg. 2021.
  7. Pettinari F, et al. ACL reconstruction with ALL reconstruction and reoperation rates. Arthroscopy. 2025.
  8. Sonnery-Cottet B, et al. ACL reconstruction combined with ALL reconstruction versus isolated ACL reconstruction: randomized controlled trial. Lancet Reg Health Eur. 2026.
  9. Lambrey PJ, et al. ACL reconstruction and posterior tibial slope correction. Am J Sports Med. 2025.
  10. Delaloye JR, et al. Combined ACL repair and ALL reconstruction. Arthrosc Tech. 2019.
  11. Quelard B, et al. Preoperative factors correlating with range of motion deficit. Am J Sports Med. 2010.
  12. Sonnery-Cottet B, et al. Cyclops syndrome after ACL reconstruction. Arthroscopy. 2010.
  13. Sonnery-Cottet B, et al. Arthrogenic muscle inhibition after ACL injury. Am J Sports Med. 2024.
  14. Gillet B, et al. Functional and psychological factors associated with return to sport. Am J Sports Med. 2026.

🇺🇸 English Version


Anterior Cruciate Ligament (ACL): Complete Guide for Patients

1. What is the ACL and what is its function?

The Anterior Cruciate Ligament (ACL) is one of the main structures of the knee, responsible for controlling stability, especially during rotational movements and changes in direction.

It prevents the tibia from sliding forward relative to the femur and is essential for sports activities (Chambat et al, Int Orthop, 2013).

2. How does an ACL injury occur?

ACL injuries usually occur without direct contact, in situations such as:

  • Sudden change of direction
  • Pivoting with the foot fixed on the ground
  • Landing after a jump
  • Direct trauma (less common)

These mechanisms generate rotational overload that may lead to ligament rupture (Chambat et al, Int Orthop, 2013).

3. What are the symptoms?

The main symptoms include:

  • A popping sound at the time of injury
  • Rapid swelling
  • Sensation of instability (“giving way”)
  • Pain when bearing weight
  • Difficulty returning to activity

In addition, early quadriceps muscle inhibition may occur after injury (Sonnery-Cottet et al, Am J Sports Med, 2024).

4. How is the diagnosis made?

Diagnosis is made through:

  • Clinical history
  • Physical examination (Lachman, Pivot Shift)
  • Magnetic resonance imaging

Additionally, specific devices such as the rolimeter may be used to objectively measure anterior knee laxity, helping confirm the diagnosis and monitor progression.

5. What are the treatment options?

ACL sprain

  • The ligament is stretched
  • Conservative treatment with physical therapy

Partial tear

  • Only part of the ligament is torn
  • Variable progression (Pujol et al, Orthop Traumatol Surg Res, 2012)
  • In some patients, surgery with preservation of the ACL remnant may be indicated, maintaining part of the original ligament (Sonnery-Cottet et al, Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc, 2010)

Complete tear

  • Total rupture of the ligament
  • In active patients, surgery is generally indicated

Primary repair may also be considered in selected cases, especially proximal tears (Zhang et al, Burns Trauma, 2025).

6. What is ACL surgery like?

Surgery consists of reconstructing the ligament using grafts from the patient, such as:

  • Hamstring tendons (semitendinosus and gracilis)
  • Patellar tendon
  • Quadriceps tendon (rectus femoris)

In specific cases, ligament repair may be performed instead of reconstruction (Ferreira et al, Am J Sports Med, 2022).

7. How have surgical techniques evolved?

ACL surgery has evolved significantly in recent decades.

Today, the goals include:

  • Anatomic reconstruction
  • Preservation of ligament tissue
  • Better control of knee rotation

These changes have been fundamental in improving clinical outcomes (Chambat et al, Int Orthop, 2013).

8. Why combine extra-articular procedures (Anterolateral / Lemaire)?

Isolated ACL reconstruction does not always fully control rotational instability of the knee.

Therefore, in some cases, extra-articular procedures are associated, such as:

  • Anterolateral ligament (ALL) reconstruction
  • Lemaire-type extra-articular tenodesis

These structures help better control knee rotation, especially in young and active patients.

Practical difference between techniques

Isolated ACL reconstruction:

  • ✔ Good anterior stability
  • ❗ Rotational instability may persist
  • ❗ Higher risk of failure in young and athletic patients

Combined reconstruction (ACL + anterolateral):

  • ✔ Better rotational control
  • ✔ Greater graft protection
  • ✔ Lower risk of re-tear

What do recent studies show?

  • Failure rate was approximately 10% in isolated ACL reconstruction
  • Compared to about 4.2% when combined with anterolateral reconstruction

That is, a significant reduction in the risk of re-rupture, especially in young and active patients (Sonnery-Cottet et al, Lancet Reg Health Eur, 2026).

👉 In practical terms:
The addition of an extra-articular procedure may reduce the risk of surgical failure by nearly half in selected patients.

9. What is the postoperative period like?

The success of surgery depends directly on rehabilitation.

The postoperative period includes:

  • Pain and swelling control
  • Recovery of mobility
  • Muscle strengthening
  • Progressive functional training

It is essential to avoid operating on a stiff knee, as this increases the risk of motion loss (Quelard et al, Am J Sports Med, 2010).

10. How is the return to activities?

Driving:

  • After approximately 14 days, if mobility is adequate

⚠️ In cases with associated procedures:

  • Wait for medical clearance

Return to work:

  • Light work: 2 to 4 weeks
  • Physical work: from 3 months

Sports:

  • Running: 3 to 4 months
  • Pivot sports (cutting/rotation): from 9 months

In addition to time, factors such as muscle strength, neuromuscular control, and confidence are critical (Gillet et al, Am J Sports Med, 2026).

Conclusion

ACL injury is a common condition, especially in active patients, but modern and individualized approaches are available.

  • Treatment must be personalized
  • Surgical techniques have significantly evolved
  • Rehabilitation is a key part of success

With proper evaluation, it is possible to safely return to activities and sports.

References

  1. Chambat P, Guier C, Sonnery-Cottet B, Fayard JM, Thaunat M. The evolution of ACL reconstruction over the last fifty years. Int Orthop. 2013.
  2. Sonnery-Cottet B, Lavoie F, Ogassawara R, et al. Selective anteromedial bundle reconstruction in partial ACL tears. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2010.
  3. Pujol N, et al. Natural history of partial anterior cruciate ligament tears. Orthop Traumatol Surg Res. 2012.
  4. Zhang S, et al. Primary repair of proximal anterior cruciate ligament injury: a global expert consensus statement. Burns Trauma. 2025.
  5. Ferreira A, et al. ACL repair versus reconstruction: clinical outcomes. Am J Sports Med. 2022.
  6. Saithna A, et al. Combined ACL and anterolateral ligament reconstruction. J Knee Surg. 2021.
  7. Pettinari F, et al. ACL reconstruction with ALL reconstruction and reoperation rates. Arthroscopy. 2025.
  8. Sonnery-Cottet B, et al. ACL reconstruction combined with ALL reconstruction versus isolated ACL reconstruction: randomized controlled trial. Lancet Reg Health Eur. 2026.
  9. Lambrey PJ, et al. ACL reconstruction and posterior tibial slope correction. Am J Sports Med. 2025.
  10. Delaloye JR, et al. Combined ACL repair and ALL reconstruction. Arthrosc Tech. 2019.
  11. Quelard B, et al. Preoperative factors correlating with range of motion deficit. Am J Sports Med. 2010.
  12. Sonnery-Cottet B, et al. Cyclops syndrome after ACL reconstruction. Arthroscopy. 2010.
  13. Sonnery-Cottet B, et al. Arthrogenic muscle inhibition after ACL injury. Am J Sports Med. 2024.
  14. Gillet B, et al. Functional and psychological factors associated with return to sport. Am J Sports Med. 2026.

Artrose do Joelho

Osteoartrite: Sintomas, Causas e Tratamentos

A artrose do joelho, também chamada de osteoartrite do joelho, é uma doença degenerativa caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem que recobre as superfícies ósseas da articulação.

A cartilagem funciona como um amortecedor natural que permite o movimento suave do joelho. Com o desgaste dessa estrutura, ocorre aumento do atrito entre os ossos, levando a dor, rigidez e perda de mobilidade.

Com a progressão da doença, podem ocorrer alterações adicionais, incluindo:

  • formação de osteófitos (bicos de papagaio)
  • inflamação da membrana sinovial
  • alterações do osso subcondral
  • deformidades articulares

A artrose do joelho é uma das principais causas de dor crônica e incapacidade em adultos, especialmente após os 50 anos.

Referência: Levy DM et al. Injections for Knee Osteoarthritis. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

SINTOMAS

Os sintomas da artrose do joelho geralmente se desenvolvem lentamente e podem piorar ao longo do tempo.

Os sinais e sintomas mais comuns incluem:

Dor no joelho

A dor é o sintoma mais frequente. Ela pode ocorrer:

  • durante a caminhada
  • ao subir ou descer escadas
  • ao levantar de uma cadeira
  • após atividade física

Nos estágios iniciais, a dor pode ocorrer apenas após esforço. Em fases mais avançadas, pode estar presente mesmo em repouso.

Referência: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Rigidez articular

Pacientes com artrose frequentemente relatam rigidez no joelho, especialmente:

  • ao acordar pela manhã
  • após permanecer sentado por muito tempo
  • após períodos prolongados de repouso

Essa rigidez geralmente melhora após alguns minutos de movimento.

Referência: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Inchaço no joelho

A inflamação da articulação pode levar ao acúmulo de líquido dentro do joelho, condição conhecida como derrame articular.

O inchaço pode ser intermitente e frequentemente piora após atividades físicas.

Referência: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Estalos ou crepitação

Algumas pessoas com artrose percebem estalos ou sensação de atrito ao movimentar o joelho. Isso ocorre devido à irregularidade das superfícies articulares.

Referência: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Diminuição da mobilidade

Com a progressão da doença, o paciente pode apresentar dificuldade para:

  • dobrar completamente o joelho
  • estender a perna
  • caminhar longas distâncias

Referência: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Sensação de instabilidade

Alguns pacientes relatam que o joelho parece ceder ou falhar durante a caminhada. Essa sensação pode estar associada à fraqueza muscular ou alterações na biomecânica da articulação.

Referência: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

CAUSAS

A artrose do joelho é considerada uma doença multifatorial, ou seja, vários fatores podem contribuir para seu desenvolvimento.

Envelhecimento

Com o envelhecimento, a cartilagem perde parte de sua capacidade de regeneração e se torna mais suscetível ao desgaste.

Referência: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Excesso de peso

O excesso de peso aumenta significativamente a carga sobre a articulação do joelho.

Durante a caminhada, o joelho pode suportar forças equivalentes a três a cinco vezes o peso corporal.

Referência: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Lesões prévias

Lesões no joelho podem aumentar o risco de artrose, incluindo:

  • ruptura do ligamento cruzado anterior
  • lesões meniscais
  • fraturas articulares

Essas lesões podem alterar a biomecânica da articulação e acelerar o desgaste da cartilagem.

Referência: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Desalinhamento do membro inferior

Alterações no eixo do membro inferior podem aumentar a carga em determinadas áreas do joelho.

  • joelho varo
  • joelho valgo

Referência: Jin C et al. American Journal of Sports Medicine.

Predisposição genética

Alguns estudos sugerem que fatores genéticos podem influenciar o risco de desenvolver artrose.

Referência: Delanois RE et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

FATORES DE RISCO

  • idade avançada
  • obesidade
  • histórico de lesões no joelho
  • atividades repetitivas com impacto
  • fraqueza muscular
  • desalinhamento do membro inferior
  • histórico familiar de artrose

Referência: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da artrose do joelho geralmente envolve avaliação clínica e exames de imagem.

Avaliação clínica

Durante a consulta, o médico ortopedista avalia:

  • localização da dor
  • presença de inchaço
  • amplitude de movimento
  • estabilidade do joelho
  • alinhamento do membro inferior

Referência: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Radiografia

A radiografia é o exame mais utilizado para confirmar o diagnóstico de artrose.

  • diminuição do espaço articular
  • osteófitos
  • esclerose óssea
  • deformidades articulares

Referência: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Ressonância magnética

A ressonância magnética pode ser útil para avaliar:

  • cartilagem
  • meniscos
  • ligamentos
  • lesões da medula óssea

Referência: Ghodadra A et al. American Journal of Sports Medicine.

Tratamento

O tratamento da artrose do joelho depende da gravidade da doença e dos sintomas do paciente.

O objetivo do tratamento é:

  • aliviar a dor
  • melhorar a função
  • retardar a progressão da doença

Tratamento conservador

Exercícios físicos

  • bicicleta
  • natação
  • fortalecimento muscular
  • alongamentos

Perda de peso

A redução do peso corporal pode diminuir significativamente a carga sobre o joelho.

Fisioterapia

Ajuda a melhorar força, mobilidade e estabilidade.

Joelheiras

Podem ajudar a redistribuir a carga.

Infiltrações

Corticoide

Reduz inflamação e dor temporariamente.

Ácido hialurônico

Melhora a lubrificação da articulação.

PRP

Terapia biológica com resultados variáveis.

Ozonioterapia

Não possui evidência científica robusta e não é tratamento padrão.

CIRURGIA

Osteotomia

Indicada para redistribuir carga em pacientes mais jovens.

Prótese de joelho

Indicada em casos avançados com melhora significativa da dor e função.

Prevenção

  • manter peso adequado
  • praticar atividade física
  • fortalecer musculatura
  • tratar lesões precocemente
  • evitar sobrecarga

QUANDO PROCURAR UM ORTOPEDISTA

  • dor persistente no joelho
  • inchaço frequente
  • dificuldade para caminhar
  • limitação nas atividades diárias

O diagnóstico precoce pode ajudar a retardar a progressão da doença.

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Referências

  1. Levy DM, Petersen KA, Scalley Vaught M, Christian DR, Cole BJ. Injections for knee
    osteoarthritis: corticosteroids, hyaluronic acid, platelet-rich plasma, and other biologic therapies. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.
  2. Delanois RE, Etcheson JI, Sodhi N, et al. Biologic therapies for the treatment of knee
    osteoarthritis. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.
  3. Bannuru RR. Editorial commentary: intra-articular injections for painful knee
    osteoarthritis—what works and what does not? Arthroscopy: The Journal of
    Arthroscopic and Related Surgery.
  4. Gwynne-Jones DP, et al. Outcomes and factors influencing response to a chronic
    disease management program for hip and knee osteoarthritis. Journal of
    Arthroplasty.
  5. Koh YG, Choi YJ, Kwon OR, Kim YS. Mesenchymal stem cell injections improve
    symptoms of knee osteoarthritis. Arthroscopy: The Journal of Arthroscopic and
    Related Surgery.
  6. Jin C, Paluvadi SV, Lee S, et al. Survival and risk factor analysis of medial open
    wedge high tibial osteotomy for knee osteoarthritis. American Journal of Sports
    Medicine.
  7. Ghodadra A, et al. Mechanical axis and bone marrow lesions in knee osteoarthritis:
    association with pain and disease progression. American Journal of Sports Medicine.
  8. Su X, et al. Comparison of arthroscopic and conservative treatments for knee
    osteoarthritis: a systematic review and meta-analysis. Orthopaedic Journal of Sports
    Medicine.
  9. Oosthuizen CR, et al. The knee osteoarthritis grading system for arthroplasty: a
    reliable radiographic classification. Journal of Arthroplasty.
  10. Editorial Commentary: Is medical ozone therapy beneficial in the treatment of knee
    osteoarthritis? Arthroscopy: The Journal of Arthroscopic and Related Surgery.

🇺🇸 English Version


Knee Osteoarthritis (Osteoarthritis): Symptoms, Causes, and Treatments

Overview

Knee osteoarthritis is a degenerative disease characterized by the progressive wear of the cartilage that covers the bony surfaces of the joint.

Cartilage acts as a natural shock absorber that allows smooth movement of the knee. As this structure deteriorates, friction between the bones increases, leading to pain, stiffness, and loss of mobility.

As the disease progresses, additional changes may occur, including:

  • formation of osteophytes (bone spurs)
  • inflammation of the synovial membrane
  • changes in the subchondral bone
  • joint deformities

Knee osteoarthritis is one of the leading causes of chronic pain and disability in adults, especially after the age of 50.

Reference: Levy DM et al. Injections for Knee Osteoarthritis. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Symptoms

Symptoms of knee osteoarthritis usually develop gradually and may worsen over time.

The most common signs and symptoms include:

Knee pain

Pain is the most frequent symptom. It may occur:

  • during walking
  • when climbing or descending stairs
  • when getting up from a chair
  • after physical activity

In the early stages, pain may occur only after exertion. In more advanced stages, it may be present even at rest.

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Joint stiffness

Patients with osteoarthritis often report stiffness in the knee, especially:

  • upon waking in the morning
  • after sitting for long periods
  • after prolonged periods of rest

This stiffness usually improves after a few minutes of movement.

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Knee swelling

Inflammation of the joint may lead to accumulation of fluid inside the knee, a condition known as joint effusion.

Swelling may be intermittent and often worsens after physical activity.

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Clicking or crepitus

Some people with osteoarthritis notice clicking sounds or a grinding sensation when moving the knee. This occurs due to irregularity of the joint surfaces.

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Reduced mobility

As the disease progresses, patients may experience difficulty:

  • fully bending the knee
  • straightening the leg
  • walking long distances

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Sensation of instability

Some patients report that the knee feels as if it gives way or becomes unstable during walking. This sensation may be associated with muscle weakness or biomechanical alterations in the joint.

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Causes

Knee osteoarthritis is considered a multifactorial disease, meaning several factors may contribute to its development.

Aging

With aging, cartilage loses part of its regenerative capacity and becomes more susceptible to degeneration.

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Excess body weight

Excess body weight significantly increases the load on the knee joint.

During walking, the knee may bear forces equivalent to three to five times the body weight.

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Previous injuries

Knee injuries may increase the risk of osteoarthritis, including:

  • anterior cruciate ligament rupture
  • meniscal injuries
  • intra-articular fractures

These injuries may alter joint biomechanics and accelerate cartilage degeneration.

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Lower limb malalignment

Alterations in the mechanical axis of the lower limb may increase the load on specific areas of the knee.

  • varus knee alignment
  • valgus knee alignment

Reference: Jin C et al. Survival and Risk Factor Analysis of Medial Open Wedge High Tibial Osteotomy.

Genetic predisposition

Some studies suggest that genetic factors may influence the risk of developing osteoarthritis.

Reference: Delanois RE et al. Biologic Therapies for the Treatment of Knee Osteoarthritis. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Risk factors

  • advanced age
  • obesity
  • history of knee injuries
  • repetitive high-impact activities
  • muscle weakness
  • lower limb malalignment
  • family history of osteoarthritis

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Diagnosis

The diagnosis of knee osteoarthritis usually involves clinical evaluation and imaging studies.

Clinical evaluation

During the consultation, the physician evaluates:

  • location of pain
  • presence of swelling
  • range of motion
  • knee stability
  • lower limb alignment

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

X-rays

Radiography is the most commonly used imaging test to confirm osteoarthritis.

  • narrowing of the joint space
  • osteophytes
  • bone sclerosis
  • joint deformities

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Magnetic resonance imaging

MRI may be useful to evaluate structures that are not visible on X-rays, including:

  • cartilage
  • menisci
  • ligaments
  • bone marrow lesions

Reference: Ghodadra A et al. Mechanical Axis and Bone Marrow Lesions in Knee Osteoarthritis. American Journal of Sports Medicine.

Treatment

Treatment for knee osteoarthritis depends on the severity of the disease and the patient’s symptoms.

The main goals are to:

  • relieve pain
  • improve joint function
  • slow disease progression

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Conservative treatment

In most cases, initial treatment is non-surgical.

Physical exercise

Regular physical activity is one of the most effective strategies for managing osteoarthritis.

  • cycling
  • swimming
  • muscle strengthening
  • stretching

Reference: Gwynne-Jones DP et al. Journal of Arthroplasty.

Weight loss

Reducing body weight can significantly decrease stress on the knee joint.

Studies show that even modest weight loss may improve symptoms.

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Physical therapy

Physical therapy may help improve:

  • muscle strength
  • joint mobility
  • knee stability

Reference: Gwynne-Jones DP et al. Journal of Arthroplasty.

Knee braces

Certain types of knee braces may help redistribute joint load and reduce pain in some patients.

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Injections

Corticosteroids

Corticosteroid injections may reduce inflammation and provide temporary pain relief.

Reference: Bannuru RR. Arthroscopy: The Journal of Arthroscopic and Related Surgery.

Hyaluronic acid

Hyaluronic acid aims to improve joint lubrication and may relieve symptoms in some patients.

Reference: Bannuru RR. Arthroscopy: The Journal of Arthroscopic and Related Surgery.

PRP (platelet-rich plasma)

PRP uses growth factors derived from the patient’s own blood and has been studied as a potential treatment for osteoarthritis.

Some studies report improvements in pain and function, although results remain heterogeneous.

Reference: Delanois RE et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Ozone therapy

Ozone therapy has been proposed as a treatment for pain in patients with knee osteoarthritis. However, the current scientific evidence is limited and inconsistent.

Some studies report symptom improvement, but these results are sparse, heterogeneous, and often short-lived.

Furthermore, many studies have important methodological limitations, including small sample sizes and high risk of bias.

According to available systematic reviews, there is no robust scientific evidence supporting the routine use of ozone therapy for the treatment of knee osteoarthritis.

For this reason, this therapy remains controversial and is not considered a standard treatment.

Reference: Editorial Commentary: Is Medical Ozone Therapy Beneficial in the Treatment of Knee Osteoarthritis?

Surgery

Osteotomy

Osteotomy may be indicated in younger patients with knee malalignment. The procedure redistributes load within the joint.

Reference: Jin C et al. American Journal of Sports Medicine.

Knee replacement

Total knee arthroplasty may be indicated when:

  • pain is severe
  • there is significant limitation of daily activities
  • conservative treatments are ineffective

The surgery typically results in significant improvement in pain and function.

Reference: Oosthuizen CR et al. The Knee Osteoarthritis Grading System for Arthroplasty.

Prevention

  • maintain a healthy weight
  • exercise regularly
  • strengthen the thigh muscles
  • treat knee injuries early
  • avoid repetitive joint overload

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

When to see a doctor

  • persistent knee pain
  • recurrent swelling
  • difficulty walking
  • limitations in daily activities

Early diagnosis may help initiate appropriate treatment and slow disease progression.

Reference: Levy DM et al. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

References

Levy DM, Petersen KA, Scalley Vaught M, Christian DR, Cole BJ. Injections for knee osteoarthritis: corticosteroids, hyaluronic acid, platelet-rich plasma, and other biologic therapies. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Delanois RE, Etcheson JI, Sodhi N, et al. Biologic therapies for the treatment of knee osteoarthritis. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Bannuru RR. Editorial commentary: intra-articular injections for painful knee osteoarthritis—what works and what does not? Arthroscopy: The Journal of Arthroscopic and Related Surgery.

Gwynne-Jones DP, et al. Outcomes and factors influencing response to a chronic disease management program for hip and knee osteoarthritis. Journal of Arthroplasty.

Koh YG, Choi YJ, Kwon OR, Kim YS. Mesenchymal stem cell injections improve symptoms of knee osteoarthritis. Arthroscopy: The Journal of Arthroscopic and Related Surgery.

Jin C, Paluvadi SV, Lee S, et al. Survival and risk factor analysis of medial open wedge high tibial osteotomy for knee osteoarthritis. American Journal of Sports Medicine.

Ghodadra A, et al. Mechanical axis and bone marrow lesions in knee osteoarthritis: association with pain and disease progression. American Journal of Sports Medicine.

Su X, et al. Comparison of arthroscopic and conservative treatments for knee osteoarthritis: a systematic review and meta-analysis. Orthopaedic Journal of Sports Medicine.

Oosthuizen CR, et al. The knee osteoarthritis grading system for arthroplasty: a reliable radiographic classification. Journal of Arthroplasty.

Editorial Commentary: Is medical ozone therapy beneficial in the treatment of knee osteoarthritis? Arthroscopy: The Journal of Arthroscopic and Related Surgery.

Dor no Ombro: Perguntas e respostas

Se você está com dor no ombro ou dificuldade para movimentar o braço, procurar um ortopedista é o primeiro passo para identificar a causa e iniciar o tratamento correto. Problemas como tendinite, bursite, lesões do manguito rotador e até alterações na coluna podem estar por trás dos sintomas. Aqui você vai encontrar respostas claras para as principais dúvidas, entender quando a dor é preocupante e descobrir quais são as melhores opções de diagnóstico e tratamento.

SINTOMAS E CAUSAS

Como saber se o manguito rotador rompeu?

Os sinais mais comuns são dor no ombro, fraqueza ao levantar o braço e dificuldade para realizar movimentos acima da cabeça. Em rupturas maiores, o paciente pode ter dificuldade para elevar o braço ou manter o braço levantado. O diagnóstico geralmente é confirmado com exames de imagem, como ultrassom ou ressonância magnética.

Dor no ombro pode irradiar para o braço?

Sim. A dor causada por problemas no ombro frequentemente pode irradiar para a parte lateral do braço e, às vezes, até o cotovelo. Isso é comum em lesões do manguito rotador e inflamações do ombro.

Dor no ombro pode ser bursite?

Sim. A bursite subacromial é uma causa frequente de dor no ombro. Ela ocorre quando a bursa, uma pequena bolsa que reduz o atrito entre estruturas do ombro, fica inflamada.

Dor no ombro pode ser problema no pescoço?

Sim. Problemas na coluna cervical podem causar dor que irradia para o ombro e o braço. Por isso, em alguns casos, é necessário avaliar tanto o ombro quanto o pescoço para identificar a causa da dor.

Por que o ombro dói mais à noite?

A dor no ombro costuma piorar à noite porque ao deitar aumenta a pressão sobre os tendões e estruturas inflamadas. Além disso, a diminuição do movimento durante o sono pode intensificar a percepção da dor.

Dor no ombro pode causar fraqueza no braço?

Sim. Lesões do manguito rotador podem causar fraqueza, principalmente ao levantar ou girar o braço.

Dor no ombro pode causar formigamento?

O formigamento não é típico das lesões do manguito rotador. Quando ocorre, pode indicar compressão nervosa, muitas vezes relacionada à coluna cervical.

Dor no ombro pode ser artrose?

Sim. A artrose do ombro ocorre quando há desgaste da cartilagem da articulação, podendo causar dor, rigidez e limitação de movimento.

DIAGNÓSTICO

Qual exame detecta lesão no manguito rotador?

Os exames mais utilizados são a ultrassonografia e a ressonância magnética, que permitem visualizar os tendões e identificar inflamação ou ruptura.

Ultrassom detecta tendinite no ombro?

Sim. A ultrassonografia pode identificar inflamação dos tendões, bursite e até rupturas do manguito rotador.

Quando fazer ressonância do ombro?

A ressonância magnética geralmente é indicada quando há suspeita de ruptura do tendão, quando o diagnóstico não está claro ou quando o paciente não melhora com tratamento inicial.

Como saber se o tendão do ombro está inflamado?

O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica e exames de imagem. Os sintomas mais comuns são dor ao levantar o braço, dor noturna e sensibilidade no ombro.

Qual médico trata dor no ombro?

O especialista mais indicado é o ortopedista, especialmente aquele com experiência em cirurgia do ombro.

TRATAMENTO

Tendinite no ombro tem cura?

Na maioria dos casos, sim. Com tratamento adequado, que geralmente inclui fisioterapia e fortalecimento muscular, muitos pacientes apresentam melhora significativa.

Quanto tempo dura uma tendinite no ombro?

O tempo de recuperação pode variar, mas geralmente leva algumas semanas a alguns meses, dependendo da gravidade da lesão.

Qual o melhor tratamento para dor no ombro?

O tratamento depende da causa, mas frequentemente inclui fisioterapia, fortalecimento muscular, controle da dor e modificação de atividades.

Fisioterapia resolve tendinite?

Sim. A fisioterapia é um dos tratamentos mais importantes para fortalecer os músculos do ombro e melhorar a função da articulação.

Quando é necessário fazer cirurgia no ombro?

A cirurgia pode ser indicada quando há ruptura significativa do tendão ou quando o tratamento conservador não apresenta melhora.

INFILTRAÇÃO

Infiltração no ombro dói?

O procedimento pode causar leve desconforto, mas geralmente é rápido e bem tolerado.

Infiltração no ombro funciona?

Em alguns casos, pode ajudar a reduzir dor e inflamação, principalmente quando associada à fisioterapia.

Quanto tempo dura o efeito da infiltração?

Depende do tipo de medicamento utilizado, mas pode durar de algumas semanas a alguns meses.

Ácido hialurônico funciona no ombro?

Alguns estudos mostram que o ácido hialurônico pode ajudar a reduzir dor e melhorar a função do ombro em determinados pacientes.

PRP funciona para tendinite?

O plasma rico em plaquetas é uma terapia biológica que busca estimular a cicatrização do tendão. Os resultados ainda são variáveis e dependem do caso.

ATIVIDADE FÍSICA

Quem tem tendinite pode fazer academia?

Em muitos casos, sim. Porém, os exercícios devem ser adaptados e orientados por profissionais de saúde.

Quais exercícios ajudam na dor no ombro?

Exercícios de fortalecimento do manguito rotador e estabilização da escápula costumam ajudar na recuperação.

Exercício piora tendinite?

Exercícios inadequados podem piorar a dor. Por isso é importante orientação adequada.

Posso levantar peso com dor no ombro?

Depende da causa da dor. Em alguns casos, levantar peso pode agravar a lesão.

Natação faz mal para quem tem dor no ombro?

Alguns estilos de natação podem aumentar a sobrecarga no ombro. A atividade deve ser adaptada conforme a condição do paciente.

CIRURGIA

Quando operar manguito rotador?

A cirurgia pode ser indicada em casos de ruptura do tendão, dor persistente ou perda de força.

Quanto tempo dura a cirurgia do manguito rotador?

A cirurgia geralmente dura em torno de 1 a 2 horas, dependendo da complexidade da lesão.

Quanto tempo dura a recuperação da cirurgia?

A recuperação completa pode levar de quatro a seis meses, dependendo do caso.

A cirurgia do manguito dói?

O desconforto pós-operatório ocorre normalmente nos primeiros dias. Com o uso adequado da tipóia e seguimento das orientações ocorre um bom controle da dor.

Pode romper novamente após cirurgia?

Sim, existe risco de nova ruptura, principalmente em lesões grandes ou em pacientes com fatores de risco.

FATORES DE RISCO

Idade causa lesão no manguito rotador?

O risco aumenta com a idade devido ao desgaste natural dos tendões.

Trabalho repetitivo pode causar tendinite?

Sim. Movimentos repetitivos com o braço elevado podem aumentar o risco de lesões.

Fumar piora lesão no ombro?

Sim. O tabagismo prejudica a circulação e a cicatrização dos tendões.

Postura ruim causa dor no ombro?

Alterações posturais podem contribuir para sobrecarga nos músculos do ombro.

Dormir de lado piora o ombro?

Dormir sobre o ombro doloroso pode aumentar a pressão sobre os tendões inflamados.

PREVENÇÃO

Como evitar tendinite no ombro?

Fortalecimento muscular, boa postura e evitar sobrecarga repetitiva ajudam na prevenção.

Alongamento ajuda na prevenção?

Sim. Alongamentos podem melhorar mobilidade e reduzir sobrecarga muscular.

Fortalecimento previne lesão?

Sim. Fortalecer os músculos do ombro melhora a estabilidade da articulação.

Ergonomia no trabalho ajuda?

Sim. Ajustar a postura e o ambiente de trabalho pode prevenir sobrecarga no ombro.

OUTRAS DÚVIDAS

Dor no ombro pode ser infarto?

Em alguns casos, sim. A dor cardíaca pode irradiar para o ombro, especialmente o esquerdo. Se a dor vier acompanhada de falta de ar ou pressão no peito, procure atendimento médico imediatamente.

Dor no ombro pode ser problema na coluna?

Sim. Problemas na coluna cervical podem causar dor que irradia para o ombro e o braço.

Compressa quente ou gelo?

O gelo costuma ajudar nas fases inflamatórias e dolorosas. Compressas quentes podem ser úteis para relaxamento muscular.

Repouso ajuda na tendinite?

Reduzir atividades que provocam dor pode ajudar na recuperação, mas o repouso absoluto geralmente não é recomendado.

Quando procurar um ortopedista?

Se a dor no ombro durar mais de alguns dias, limitar movimentos, ocorrer por um trauma ou causar fraqueza no braço, é importante procurar avaliação especializada.

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Cirurgia de Latarjet


A Excelência no Tratamento da
Instabilidade de Ombro

A Cirurgia de Latarjet é considerada o “padrão-ouro” para pacientes com luxação recidivante anterior do ombro que apresentam perda óssea ou alta demanda esportiva. Embora o procedimento tenha variações globais, a técnica que utilizamos segue os preceitos da Escola de Lyon, onde a cirurgia foi aperfeiçoada.

Cirurgia de Latarjet


Uma Perspectiva Global: EUA vs. França


Existe uma diferença cultural e técnica interessante na ortopedia mundial:

Nos Estados Unidos: Historicamente, o Latarjet é frequentemente reservado como uma cirurgia de revisão, após a falha de reparos artroscópicos (como a cirurgia de Bankart).

Na França (Escola de Lyon): É a cirurgia de primeira escolha. Lyon é o berço mundial desta técnica, desenvolvida inicialmente pelo Dr. Michel Latarjet e posteriormente refinada e disseminada por ícones como o Dr. Gilles Walch e o Dr. Laurent Nové-Josserand. Esta abordagem preconiza a estabilidade definitiva desde a primeira intervenção.


O “Efeito Triplo”: Por que o Latarjet é tão eficaz?

Diferente de outras técnicas, o sucesso do Latarjet não depende de apenas um fator, mas sim de três mecanismos simultâneos de estabilização:

1 – Aumento da Superfície Óssea: O bloqueio ósseo (processo coracoide) é transferido para a borda anterior da glenoide, aumentando a área de contato e impedindo que o úmero “escape”.

2 – Efeito Sling (Tipóia Dinâmica): O tendão conjunto, que permanece inserido no osso transferido, passa a atuar como uma cinta reforçada sobre a articulação quando o braço está em posição de risco (abdução e rotação externa).

3 – Sutura Capsular: A cápsula articular é reinserida, mantendo a integridade anatômica da articulação.

Cirurgia de Latarjet - ilustração do procedimento

Detalhes do Procedimento e Recuperação

A técnica preza pela precisão e por uma reabilitação protocolada para garantir o retorno seguro às atividades:

FASEO QUE ESPERAR
IncisãoRealizada de forma estética, com média de 5-6 cm na região anterior do ombro.
Pós-operatório ImediatoUso de tipóia por um período estimado de 3 semanas.
Vida DiáriaRetorno às atividades básicas após retirar a tipóia e esforço leve (dirigir e digitar) em aproximadamente 45 dias.
FisioterapiaInício em torno de 3-5 dias após a cirurgia
EsportesRetorno gradual às atividades físicas e treinos específicos após 3
meses.

Perguntas Frequentes sobre a Cirurgia de Latarjet


1. Como o procedimento é realizado?

Acesso Cirúrgico: O procedimento é realizado através de uma incisão anterior minimamente invasiva, com cerca de 5 a 6 cm de extensão.

Transferência Óssea: A técnica consiste na transferência do processo coracóide (um pequeno osso da escápula) para a borda anterior da glenoide.

Fixação Segura: O bloco ósseo transferido é posicionado com precisão e fixado firmemente através da utilização de parafusos de compressão (geralmente sextavados).


2. Por que não fazer apenas a cirurgia por vídeo (Bankart)?

O reparo por vídeo (artroscopia) foca nas partes moles (labrum e ligamentos). No entanto, em pacientes com perda óssea na glenoide ou atletas de contato, a taxa de falha da artroscopia pode ser alta. O Latarjet, com seu efeito triplo, oferece uma estabilidade mecânica superior, sendo a primeira escolha na Escola de Lyon para garantir que o ombro não saia do lugar novamente.


3. A cirurgia de Latarjet limita os movimentos do ombro?

Quando realizada com a técnica refinada, o objetivo é a estabilidade com preservação da mobilidade. A maioria dos pacientes recupera a amplitude total de movimento, permitindo o retorno a esportes de arremesso e musculação.


4. Quanto tempo ficarei com o braço imobilizado?

A tipóia é utilizada por um período médio de 3 semanas. Esse tempo é crucial para a fase inicial de integração do enxerto ósseo e cicatrização dos tecidos moles. Após esse período, inicia-se a fisioterapia assistida.


5. Quando poderei dirigir e trabalhar?

Para atividades de escritório e direção, o retorno ocorre geralmente em torno de 45 dias. Se o seu trabalho exigir esforço físico pesado ou levantamento de carga acima da cabeça, esse prazo pode ser estendido conforme a evolução da sua força muscular.

6. O osso transferido (coracoide) pode não “colar”?

A taxa de união óssea (consolidação) no Latarjet é extremamente alta, próxima de 98%. Utilizamos dois parafusos de compressão para garantir que o bloco ósseo se integre perfeitamente à glenoide. Durante o acompanhamento, realizamos exames de imagem para confirmar essa evolução.


7. Terei uma cicatriz muito grande?

A técnica moderna utiliza uma incisão estética e precisa de aproximadamente 5-6 cm na parte frontal do ombro. Com os cuidados pós-operatórios de cicatrização, a marca tende a se tornar muito discreta com o tempo.


8. Quando posso voltar a jogar futebol ou fazer Cross-Fit?

O retorno às atividades físicas de impacto e esportes de contato é planejado para os 3 meses de pós-operatório, após avaliação da consolidação óssea e do reequilíbrio muscular na fisioterapia.


🇺🇸 English Version


Latarjet Surgery: Excellence in the Treatment of Shoulder Instability

Latarjet surgery is considered the “gold standard” for patients with recurrent anterior shoulder dislocation who present with bone loss or high athletic demand. Although the procedure has global variations, the technique we use follows the principles of the Lyon School, where the surgery was perfected.

A Global Perspective: USA vs. France

There is an interesting cultural and technical difference in world orthopedics:

  • In the United States: Historically, Latarjet is often reserved as a revision surgery, after the failure of arthroscopic repairs (such as Bankart surgery).
  • In France (Lyon School): It is the surgery of first choice. Lyon is the worldwide birthplace of this technique, initially developed by Dr. Michel Latarjet and later refined and disseminated by icons such as Dr. Gilles Walch and Dr. Laurent Nové-Josserand. This approach advocates for definitive stability from the first intervention.

The “Triple Effect”: Why is Latarjet so Effective?

Unlike other techniques, the success of Latarjet does not depend on just one factor, but rather on three simultaneous stabilization mechanisms:

  1. Increase in Bone Surface: The bone block (coracoid process) is transferred to the anterior glenoid rim, increasing the contact area and preventing the humerus from “escaping”.
  2. Sling Effect (Dynamic Hammock): The conjoint tendon, which remains attached to the transferred bone, now acts as a reinforced strap over the joint when the arm is in a risk position (abduction and external rotation).
  3. Capsular Suture: The joint capsule is reinserted, maintaining the anatomical integrity of the articulation.

Details of the Procedure and Recovery

The technique emphasizes precision and a protocol-based rehabilitation to ensure a safe return to activities:

Phase What to Expect
Incision Performed aesthetically, with an average of 5–6 cm in the anterior shoulder region.
Immediate Postoperative Use of a sling for an estimated period of 3 weeks.
Daily Life Return to basic activities after removing the sling and light effort (driving and typing) in approximately 45 days.
Physiotherapy Begins around 3–5 days after surgery.
Sports Gradual return to physical activities and specific training after 3 months.

Frequently Asked Questions about Latarjet Surgery

1. How is the procedure performed?

  • Surgical Access: The procedure is performed through a minimally invasive anterior incision, about 5 to 6 cm long.
  • Bone Transfer: The technique consists of transferring the coracoid process (a small bone of the scapula) to the anterior border of the glenoid.
  • Secure Fixation: The transferred bone block is precisely positioned and firmly fixed using compression screws (usually hex-headed).

2. Why not just do the video surgery (Bankart)?

The arthroscopic repair (video/keyhole surgery) focuses on soft tissues (labrum and ligaments). However, in patients with glenoid bone loss or contact athletes, the failure rate of arthroscopy can be high. Latarjet, with its triple effect, offers superior mechanical stability and is the first choice at the Lyon School to ensure the shoulder does not dislocate again.

3. Does Latarjet surgery limit shoulder movements?

When performed with the refined technique, the goal is stability with preservation of mobility. The majority of patients recover full range of motion, allowing return to throwing sports and weightlifting.

4. How long will my arm be immobilized?

The sling is used for an average period of 3 weeks. This time is crucial for the initial phase of bone graft integration and soft tissue healing. After this period, assisted physiotherapy begins.

5. When will I be able to drive and work?

For office activities and driving, the return generally occurs around 45 days. If your job involves heavy physical effort or lifting loads overhead, this timeframe may be extended according to the progress of your muscle strength.

6. Can the transferred bone (coracoid) fail to heal?

The rate of bone union (consolidation) in Latarjet is extremely high, close to 98%. We use two compression screws to ensure the bone block integrates perfectly with the glenoid. During follow-up, imaging exams are performed to confirm this evolution.

7. Will I have a very large scar?

The modern technique uses an aesthetic and precise incision of approximately 5–6 cm on the front of the shoulder. With proper post-operative scar care, the mark tends to become very discreet over time.

8. When can I return to playing soccer or doing CrossFit?

The return to impact physical activities and contact sports is planned for around 3 months post-operatively, after evaluation of bone consolidation and muscle rebalancing in physiotherapy.

Congresso Isakos

On behalf of the International Society of Arthroscopy, Knee Surgery and Orthopaedic Sports Medicine, we cordially invite you to the 10th Biennial ISAKOS Congress in Lyon, France. This is a special year for ISAKOS as it is the 20th anniversary of the Society! The ISAKOS Congress continues to be considered the premier international meeting providing a diverse and unique opportunity for attendees to share, discuss and learn the latest advancements in arthroscopy, knee surgery and sports medicine.