PRÓTESE UNICOMPARTIMENTAL DOJOELHO

Tratamento moderno para artrose localizada do joelho

A prótese unicompartimental do joelho (UKA) é uma técnica cirúrgica avançada indicada para pacientes com desgaste (artrose) limitado a apenas uma parte do joelho. Diferente da prótese total, esse procedimento preserva estruturas saudáveis, como ligamentos e cartilagem, proporcionando um movimento mais natural e funcional após a cirurgia

(Beard et al Lancet 2019; Wilson et al BMJ 2019).

Quem é o paciente ideal?

Os melhores resultados são observados em pacientes com:

  • Artrose em apenas um compartimento do joelho
  • Ligamentos preservados (especialmente o LCA)
  • Boa mobilidade articular
  • Dor localizada
  • Deformidade leve

A seleção adequada do paciente é o fator mais importante para o sucesso da cirurgia e está diretamente relacionada à satisfação e durabilidade do implante

(Liddle et al Lancet 2014; Vossen et al J ISAKOS 2024).

Principais benefícios

A prótese parcial oferece vantagens importantes:

  • Recuperação mais rápida
  • Menor dor pós-operatória
  • Cirurgia menos invasiva
  • Preservação da biomecânica natural
  • Sensação de joelho “mais normal”
  • Alta satisfação dos pacientes

Estudos modernos demonstram altos índices de satisfação, especialmente pela naturalidade do movimento após a cirurgia (Wilson et al BMJ 2019; Vossen et al J ISAKOS 2024).

Tecnologia moderna: alinhamento personalizado

A evolução das técnicas cirúrgicas permite hoje o uso do alinhamento cinemático, que respeita a anatomia individual do paciente, ao invés de impor um alinhamento padrão.

Essa abordagem é considerada segura e pode melhorar os resultados funcionais e a naturalidade do movimento

(Rivière et al KSSTA 2022).

Resultados e eficácia

Evidências científicas de alto nível demonstram que:

  • A função do joelho é comparável à prótese total
  • A recuperação é mais rápida
  • A qualidade de vida é elevada

(Beard et al Lancet 2019; Wilson et al BMJ 2019)

Riscos e limitações

Apesar dos benefícios, alguns pontos devem ser considerados:

  • Possibilidade de progressão da artrose em outras áreas
  • Maior chance de revisão ao longo dos anos
  • Necessidade de indicação precisa

Mesmo assim, a prótese parcial apresenta menor risco de complicações graves no curto prazo

(Liddle et al Lancet 2014).

Indicações especiais

Osteonecrose (SONK)

A prótese parcial pode ser utilizada com sucesso em casos selecionados de osteonecrose do joelho

(Saccone et al Orthop Rev 2023).

Pacientes idosos

Pacientes acima de 85 anos podem se beneficiar da técnica, com menor taxa de complicações em comparação à prótese total

(Ode et al OTSR 2018).

Recuperação

  • Deambulação precoce (mesmo dia ou dia seguinte)
  • Alta hospitalar rápida
  • Retorno precoce às atividades
  • Fisioterapia essencial

A recuperação tende a ser mais rápida do que na prótese total.

Perguntas Frequentes

A prótese parcial do joelho vale a pena?

Sim. Em pacientes bem indicados, oferece excelente resultado funcional, recuperação mais rápida e maior sensação de joelho natural

(Beard et al Lancet 2019; Wilson et al BMJ 2019).

Qual a diferença entre prótese total e parcial do joelho?

A prótese total substitui toda a articulação do joelho, enquanto a prótese parcial substitui apenas a área desgastada, preservando estruturas saudáveis

(Wilson et al BMJ 2019).

Quanto tempo dura a prótese parcial?

Em média, 10 a 15 anos ou mais, dependendo de fatores como idade, atividade e progressão da artrose

(Liddle et al Lancet 2014).

A prótese parcial pode precisar ser trocada?

Sim. Existe a possibilidade de revisão para prótese total ao longo do tempo, especialmente se houver progressão da artrose

(Liddle et al Lancet 2014).

Idosos podem fazer essa cirurgia?

Sim. Estudos mostram bons resultados e menor taxa de complicações mesmo em pacientes com mais de 85 anos

(Ode et al OTSR 2018).

Pode fazer prótese parcial em osteonecrose?

Sim, quando a lesão está localizada, com bons resultados clínicos descritos na literatura

(Saccone et al Orthop Rev 2023).


English Version 🇺🇸


UNCOMPARTMENTAL KNEE ARTHROPLASTY

Advanced treatment for localized knee osteoarthritis

Unicompartmental knee arthroplasty (UKA) is an advanced surgical technique indicated for patients with osteoarthritis affecting only one compartment of the knee. Unlike total knee replacement, this procedure preserves healthy structures such as ligaments and cartilage, resulting in a more natural- feeling knee after surgery

(Beard et al Lancet 2019; Wilson et al BMJ 2019).

Ideal candidate

Best outcomes are seen in patients with:

Single- compartment osteoarthritis Intact ligaments (especially ACL) Good range of motion Localized pain Mild deformity

Proper patient selection is the most critical factor for surgical success and long- term outcomes

(Liddle et al Lancet 2014; Vossen et al J ISAKOS 2024).

Key benefits

UKA offers several advantages:

Faster recovery Less postoperative pain Minimally invasive approach Preservation of natural knee biomechanics More “natural- feeling” knee High patient satisfaction

Recent studies confirm high satisfaction rates, particularly related to functional outcomes

(Wilson et al BMJ 2019; Vossen et al J ISAKOS 2024).

Modern concept: personalized alignment

Kinematic alignment techniques aim to restore each patient’s native anatomy instead of applying a standardized alignment.

This approach has been shown to be safe and may improve functional outcomes

(Riviere et al KSSTA 2022).

Outcomes and effectiveness

High- level evidence shows:

Comparable functional outcomes to total knee replacement Faster recovery High quality of life

(Beard et al Lancet 2019; Wilson et al BMJ 2019)

Risks and considerations

Potential progression of arthritis Higher revision rates over time Requires precise indication

However, UKA is associated with fewer early complications compared to total knee replacement

(Liddle et al Lancet 2014).

Special indications

Osteonecrosis (SONK)

UKA is a valid option for selected cases of spontaneous osteonecrosis of the knee (Saccone et al Orthop Rev 2023).

Elderly patients

Even patients over 85 years old may benefit, with fewer complications compared to total knee replacement

(Ode et al OTSR 2018).

Recovery

Early mobilization Short hospital stay Faster return to daily activities Structured physiotherapy

Frequently Asked Questions (FAQ)

Is partial knee replacement worth it?

Yes. In properly selected patients, it provides excellent functional outcomes, faster recovery, and a more natural- feeling knee

(Beard et al Lancet 2019; Wilson et al BMJ 2019).

What is the difference between total and partial knee replacement?

Total knee replacement involves replacing the entire knee joint, while partial knee replacement addresses only the damaged compartment, preserving healthy structures

(Wilson et al BMJ 2019).

How long does a partial knee replacement last?

On average, 10 to 15 years or more, depending on factors such as age, activity level, and progression of osteoarthritis

(Liddle et al Lancet 2014).

Can a partial knee replacement need revision?

Yes. There is a possibility of conversion to total knee replacement over time, particularly if osteoarthritis progresses

(Liddle et al Lancet 2014).

Can elderly patients undergo this surgery?

Yes. Studies show good outcomes and lower complication rates even in patients over 85 years old

(Ode et al OTSR 2018).

Can partial knee replacement be used for osteonecrosis?

Yes, when the condition is localized, with good clinical outcomes reported in the literature

(Saccone et al Orthop Rev 2023).

Referencias / References

1. Beard DJ, Davies LJ, Cook JA, et al. Lancet. 2019;394:746-756.
2. Wilson HA, Middleton R, Abram SGF, et al. BMJ. 2019;364:1352.
3. Liddle AD, Judge A, Pandit H, Murray DW. Lancet. 2014;384:1437-1445.
4. Rivière C, Sivaloganathan S, Villet L, et al. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2022;30:1082-1094.
5. Saccone L, Franceschetti E, Campi S, et al. Orthop Rev. 2023;15:73916.
6. Vossen RJM, Ten Noever de Brauw GV, Bayoumi T, et al. J ISAKOS. 2024;9:100349.
7. Ode Q, Gaillard R, Bataille C, et al. Orthop Traumatol Surg Res. 2018;104:955-959.

Publicado por

Roger Ogassawara

Dr. Roger Ogasswara é Ortopedista de Ombro e Joelho, formado pela Universidade Estadual de Maringá. Também possui Especialização em Acupuntura.

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